Um clássico para colocar pingos nos Is

Olá a todos!

 

Eu acredito de verdade que há males que vêm para o bem. Na verdade, particularmente tenho até um ditado menos educado do que este, mas não dá para colocar aqui.

A primeira coisa que pensei quando acabou o jogo ontem, no carro, voltando para casa com meus amigos Alexandre Bittencourt, Jairo e Gugu era no cenário de termos vencido pelo mesmo placar de 4×2. Quatro vitórias, 15 gols marcados, liderança absoluta e vitória sobre o rival. Euforia, certeza de que o ano seria vitorioso, reações normais de torcedor.

 

Claro, óbvio, que o bom é ganhar sempre. E claro também que quando perdemos para um rival a cabeça dói. Não se trata de “achar melhor perder” e sim, como sempre, buscar uma saída na hora ruim.

 

O Vasco ontem apresentou todos os defeitos que já vinha apresentando nos outros três jogos, mas deste vez enfrentou um time grande e melhor. Na semana passada eu falei aqui do Valdir e lembrei que aquele time de 2004 tinha dois jogadores de alto nível apenas: o goleiro e o atacante. O Vasco não tem ambos.

 

Mas voltando aos problemas, o Vasco ainda não tem um sistema defensivo confiável, tomou 8 gols em 3 jogos contra times fracos, contra ataques fracos. A mensagem já era óbvia. Não temos um volante que saiba marcar, não temos um goleiro que faça a diferença e, ontem, faltou qualidade no ataque.

 

A qualidade do ataque me preocupa menos hoje. Sim, eu queria Valdir, mas acho que Leonardo e Tenório, em forma, farão gols. E também acho que a qualidade de Carlos Alberto faz muita falta e poderia ter mudado o cenário da partida.

 

Mas o Vasco precisa de um primeiro volante de marcação urgente. Que seja Abuda, com a entrada de Nei na lateral. Que seja Sandro Silva. Que seja o Nasa. Precisa de um.

 

Desta forma, então, espero que seja este o resultado da derrota de ontem: apenas a comprovação do que já se via nos jogos anteriores e a certeza de onde é preciso melhorar. E o Vasco se movimentou para isto nas laterais, falta a zaga e o volante.

 

Vamos em frente, sem desanimar. Segue o jogo.

 

A Era DIS

 

Em 2009 o Vasco não tinha nem 10 jogadores em seu elenco para começar o ano. Era uma situação ainda muito pior do que a que temos hoje. Carlos Leite foi o parceiro que nos ajudou naquele momento.

 

Trouxe jogadores, trouxe Rodrigo Caetano, trouxe dinheiro… Evoluímos, mas sempre no limite. Entre 2012 e 2011 Carlos continuou ajudando mas o Vasco já dava seus primeiros passos no sentido de voltar a depender menos de capital de risco.

 

Em 2012 jogamos quase tudo fora. Sim, porque numa situação limite de crise, não pode errar nada, como bem disse Cristiano em sua entrevista de sexta feira.

 

Em 2013, voltamos a um patamar semelhante a 2009. Vários jogadores saíram, Reis abandonaram seus súditos, ídolos desceram de suas motos em outro clube e quase perdemos nosso melhor jogador.

 

Aí trouxemos novo parceiro, a DIS, o famoso Grupo Sonda. Precisar de investidores significa, em termos financeiros, trabalhar com capital de risco. E qualquer procura no google te explica em 10 segundos o que significa capital de risco.

 

Mas é o necessário hoje. Vamos conviver com bons jogadores trazidos pelo parceiro, alguns nem tanto que vêm como contrapeso (algo mais do que normal no futebol), alguns saindo de repente para boas propostas e outros ficando… Já vimos antes, vamos ver de novo.

 

Mas é o que se tornou necessário hoje: usar capital de risco, reconstruir nossa capacidade de investimento… tudo de novo…

 

Vamos nessa.

 

Em tempo

 

- Segunda feira tem votação das contas de 2011, finalmente. Depois da entrevista do Presidente do Conselho Fiscal http://www.supervasco.com/noticias/helio-donin-fala-sobre-balanco-programa-de-socios-e-penalty-161235.html) não acredito nem que um conselheiro de oposição vá votar contra a aprovação das contas. Assunto encerrado para mim.
 
- Nesta semana conseguimos a primeira vitória em clássicos nos juniores em dois anos. É incrível e não há nada a se comemorar nisso, mas que sirva como um indício de que as coisas na base finalmente estão melhorando, depois de 15 anos de incompetência.
 
- Colocar na conta do Gaúcho esta derrota de ontem é querer ter razão, apenas. O cara montou este time sem UM lateral disponível, sem UM volante disponível, com apenas TRÊS zagueiros disponíveis… Vamos com calma.
 
- Aliás, vamos com calma também com o garoto Jhon Cley, que muitos já dizem “não servir para jogar no Vasco”. Ficamos anos pedindo a utilização dos garotos no profissional, e aí de repente depois de três jogos o menino não serve? Por favor…
 
Abraços!
 
Vitor Roma (@vm_roma)